segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Dia mundial da luta contra o cancro.
Ontem foi o dia mundial da luta contra a minha besta negra, foi dia de homenagear quem luta contra o flagelo que por várias vezes me levou quem mais gostava.
Sei que muitos compartilham a ânsia de um dia ver a noticia de que finalmente foi descoberta uma maneira de acabar com este filho da puta.
Chegamos ao ponto onde 1 em cada 4 portugueses que morrem, morre por causa de cancro. 1 em cada 4. A mim, levou-me 3 dos últimos 4.
Sinto o mais profundo ódio - ou o que quer que exista e seja mais forte que ódio - pela doença. Num aspecto, ela vem, vê e vence (veni, vidi, vici). É triste.
A luta é dura, desgastante, frustrante. Umas vezes mata depressa, outras vai matando, vai sugando toda a alegria e toda a vida dos que a têm, e dos que os rodeiam. Vai-se alimentando da esperança, vi fazendo-a desvanecer, vai apagando a chama da vida, aos poucos, dolorosamente...
Nunca estamos preparados, nunca podemos ficar preparados. Muito pelo contrário. A dor da luta é quase maior do que a da perda, da primeira vez. Na segunda vez a luta dói, mas a perda é devastador, o sabor da derrota, mais uma vez. A terceira é indescritível, porque vamos à luta a pensar que é a nossa vez de ficar por cima, mas não é.
São heróis, todos os que venceram um cancro, mas são ainda mais heróis todos os que perderam a luta.
Espero que um dia, de uma vez por todas, mais ninguém tenha de passar por nada disto.
Aos que já foram, que estejam em paz.
Aos meus, a saudade é indescritível, mata.
Aos que ainda lutam, não se deixem abater.
Foi um desabafo.
Bem haja.
Sei que muitos compartilham a ânsia de um dia ver a noticia de que finalmente foi descoberta uma maneira de acabar com este filho da puta.
Chegamos ao ponto onde 1 em cada 4 portugueses que morrem, morre por causa de cancro. 1 em cada 4. A mim, levou-me 3 dos últimos 4.
Sinto o mais profundo ódio - ou o que quer que exista e seja mais forte que ódio - pela doença. Num aspecto, ela vem, vê e vence (veni, vidi, vici). É triste.
A luta é dura, desgastante, frustrante. Umas vezes mata depressa, outras vai matando, vai sugando toda a alegria e toda a vida dos que a têm, e dos que os rodeiam. Vai-se alimentando da esperança, vi fazendo-a desvanecer, vai apagando a chama da vida, aos poucos, dolorosamente...
Nunca estamos preparados, nunca podemos ficar preparados. Muito pelo contrário. A dor da luta é quase maior do que a da perda, da primeira vez. Na segunda vez a luta dói, mas a perda é devastador, o sabor da derrota, mais uma vez. A terceira é indescritível, porque vamos à luta a pensar que é a nossa vez de ficar por cima, mas não é.
São heróis, todos os que venceram um cancro, mas são ainda mais heróis todos os que perderam a luta.
Espero que um dia, de uma vez por todas, mais ninguém tenha de passar por nada disto.
Aos que já foram, que estejam em paz.
Aos meus, a saudade é indescritível, mata.
Aos que ainda lutam, não se deixem abater.
Foi um desabafo.
Bem haja.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
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Curiosamente, nada disso lhe tinha alguma vez passado pela cabeça. Sentia-se como um puto de 14 anos a quem tinham dado uma playstation. Ou como um puto de 16 que vai pela primeira vez a uma discoteca. Deslumbrado. Embasbacado. Babado.
Já não existia nada daquilo, pensou. Já não pensava existir nada daquilo. Não era suposto, num mundo corrompido, existirem sentimentos tão puros, tão transparentes e desapegados.
Já não existia nada daquilo, pensou. Já não pensava existir nada daquilo. Não era suposto, num mundo corrompido, existirem sentimentos tão puros, tão transparentes e desapegados.
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Letras
quarta-feira, 23 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
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Sometimes, in life, everything is not enough.
Sometimes a little bit it's more than enough.
And sometimes you just don't know. At all.
And sometimes you just don't know. At all.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Divagação.
Deparando-se com aquele cenário dantesco, saltou. Um salto para o abismo. Seria sempre melhor que ter a alma sugada pelos demónios que por ali pairavam. Seria, ao menos, um final decente, um fim com paz.
Nos breves momentos em que voou, enquanto caia na direcção das rochas pontiagudas que lá em baixo apontavam ao céu, pensou em tudo o que tinha sido. Pensou quanto mais poderia ter feito, quanto mais poderia ter vivido. Mas era tarde, demasiado tarde. O destino estava traçado e tudo caminhava a passos largos para o fim. Caminhava não, voava. As pedras estavam a ficar tão perto que conseguia distinguir os vários tons de preto que as compunham. E tantos que eram.
Subitamente tudo acabou, tudo chegou ao fim. Enquanto o sangue escorria pelo corpo abaixo, os demónios gritavam desesperadamente pela alma que não tinham conseguido apanhar. Pelo meio, um momento de quase silêncio, onde só se ouviam os pingos de sangue a bater no chão e os uivos distantes dos demónios desalmados à procura de quem mais levar.
Nos breves momentos em que voou, enquanto caia na direcção das rochas pontiagudas que lá em baixo apontavam ao céu, pensou em tudo o que tinha sido. Pensou quanto mais poderia ter feito, quanto mais poderia ter vivido. Mas era tarde, demasiado tarde. O destino estava traçado e tudo caminhava a passos largos para o fim. Caminhava não, voava. As pedras estavam a ficar tão perto que conseguia distinguir os vários tons de preto que as compunham. E tantos que eram.
Subitamente tudo acabou, tudo chegou ao fim. Enquanto o sangue escorria pelo corpo abaixo, os demónios gritavam desesperadamente pela alma que não tinham conseguido apanhar. Pelo meio, um momento de quase silêncio, onde só se ouviam os pingos de sangue a bater no chão e os uivos distantes dos demónios desalmados à procura de quem mais levar.
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Letras
quarta-feira, 2 de julho de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Sete Cidades.
Foi uma das mais belas vistas que já vi. E fico muito feliz por ter tido bom tempo para a apreciar decentemente.
Infelizmente a fotografia não consegue transmitir a real beleza do sítio.
Um autêntico presépio.
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Imagens
quinta-feira, 15 de maio de 2014
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Enquanto andava em direcção ao pôr do sol, agarrou-lhe a mão. Com os olhos postos no chão sorriu. Não precisava olhar para ver a sua expressão. Sabia que também estava a sorrir.
Chegaram à beira da água, e com um sacudir dos pés, atiraram os chinelos para longe. Enterraram os pés nas águas amenas do Golfo. Andaram em frente, na direção da água que reflectia os raios alaranjados dos sol que já fugia pelo horizonte. Viraram-se um para o outro e olharam-se. Sorriram.
Até que veio um tubarão e comeu a perna a um deles. Bah.
Tou sem pachorra.
Chegaram à beira da água, e com um sacudir dos pés, atiraram os chinelos para longe. Enterraram os pés nas águas amenas do Golfo. Andaram em frente, na direção da água que reflectia os raios alaranjados dos sol que já fugia pelo horizonte. Viraram-se um para o outro e olharam-se. Sorriram.
Até que veio um tubarão e comeu a perna a um deles. Bah.
Tou sem pachorra.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Dia da mãe.
Foi ontem, mas se usarmos o fuso horário dos EUA ainda é hoje.
Tenho a melhor mãe do mundo. Não só porque é a MINHA mãe, mas também porque atura todas as minhas merdas.
Love you mom.
P.S.: a minha outra mãe, a mamã mais velhinha, a minha avó também é a maior. Melhor que as vossas! Love you too grandma'!
Tenho a melhor mãe do mundo. Não só porque é a MINHA mãe, mas também porque atura todas as minhas merdas.
Love you mom.
P.S.: a minha outra mãe, a mamã mais velhinha, a minha avó também é a maior. Melhor que as vossas! Love you too grandma'!
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Esther.
Esther sempre se habituara a estar sozinha, desde pequena que via os pais a sair de manhã e a voltar depois do sol posto. Desde cedo que aprendera a desenrascar-se. Na escola, onde foi só meia-dúzia de vezes, nunca conseguira fazer amigos, nunca se sentira próxima com alguém. Era demasiado diferente, não era como os outros.
Nunca se tinha interessado por fazer amizade com ninguém, preferia o seu recanto, a sua paz. Mal sabia que assim devia ter sido, sempre. Mal sabia que devia ter ficado em casa naquela sexta-feira.
Numa sexta-feira qualquer, Esther saiu de casa, de mochila às costas, como sempre fazia. Desceu a calçada até à praça e passou pelas mesmas lojas e pelas mesmas pessoas de sempre. Aliás, eram quase todas as de sempre. Havia uma nova loja, com uma nova pessoa. Uma loja de velharias. Parou curiosa a olhar para a montra, e viu lá no fundo um rosto agradável, sorridente. Sentiu-se estranha, sentiu que tinha de entrar. Entrou.
Pegou na primeira peça que viu e dirigiu-se ao simpático sorriso para perguntar o preço. As palavras não saíram. Sentiu um calor a subir-lhe pelo peito. Nunca sentira nada parecido.
Deixou o vaso velho em cima do balcão, e saiu apressadamente, deixando o rapaz surpreendido a olhá-la.
Voltou lá, dia após dia, sempre com o mesmo fim e sempre com o mesmo resultado. Até que um dia foi ele a falar.
Nunca se tinha interessado por fazer amizade com ninguém, preferia o seu recanto, a sua paz. Mal sabia que assim devia ter sido, sempre. Mal sabia que devia ter ficado em casa naquela sexta-feira.
Numa sexta-feira qualquer, Esther saiu de casa, de mochila às costas, como sempre fazia. Desceu a calçada até à praça e passou pelas mesmas lojas e pelas mesmas pessoas de sempre. Aliás, eram quase todas as de sempre. Havia uma nova loja, com uma nova pessoa. Uma loja de velharias. Parou curiosa a olhar para a montra, e viu lá no fundo um rosto agradável, sorridente. Sentiu-se estranha, sentiu que tinha de entrar. Entrou.
Pegou na primeira peça que viu e dirigiu-se ao simpático sorriso para perguntar o preço. As palavras não saíram. Sentiu um calor a subir-lhe pelo peito. Nunca sentira nada parecido.
Deixou o vaso velho em cima do balcão, e saiu apressadamente, deixando o rapaz surpreendido a olhá-la.
Voltou lá, dia após dia, sempre com o mesmo fim e sempre com o mesmo resultado. Até que um dia foi ele a falar.
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Letras
Cabeceira.
Normalmente estas horas não são boas conselheiras, pela experiência que tenho. Pelo menos quando estou acordado.
A cabeceira sim, é uma boa conselheira. E é p'ra lá que vou...
Há dias de merda, daqueles que nem vale a pena tentar remediar.
Há dias assim. E há dias melhores.
Vou ali deitar a cabeça um bocado.
Na cabeceira, para ver o que ela diz...
A cabeceira sim, é uma boa conselheira. E é p'ra lá que vou...
Há dias de merda, daqueles que nem vale a pena tentar remediar.
Há dias assim. E há dias melhores.
Vou ali deitar a cabeça um bocado.
Na cabeceira, para ver o que ela diz...
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