terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sem título.

Tou com aquele cansaço que só passa com umas férias.
Não estudo até à exaustão nem algo que se pareça. Mas estudo o suficiente para ficar cansado. Metade das cadeiras do semestre estão feitas e ainda nem estamos na fase de exames. Deu trabalho.
Preciso sair de Lisboa uns dias.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sem título.

É importante saber quando desistir.
Tão importante quanto saber como começar.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O meu quintal.


Todos os praticantes de caça-submarina tem um quintal.
Passo a explicar, o quintal é um lugar perto de casa e onde o caçador vai regularmente. O quintal também é conhecido por nunca deixar o caçador vir para casa de mãos a abanar e por dar um ou outro troféus.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

É só mais uma história. Parte 1.

Toda a história começa com alguém a fazer alguma coisa sem qualquer importância. Esta não é excepção.
O João era um rapaz calmo, que gostava de origami. Acrescentava autenticas obras de arte feitas de papel à sua já bastante considerável colecção sempre que podia. Os animais eram os seus predilectos: tentar passar a vivacidade do animal para um pedaço de papel dobrado um milhão de vezes era o verdadeiro desafio. Esta história começa assim. Com o João a fazer origamis. Eram ursos. Castanhos e pequeninos. Sentado na sua secretária, num dia como todos os outros.
Fazia uma dobra a seguir à outra, parecia que já começava a ver os ursos a passear pela planície do teclado do computador ou a subirem à montanha das folhas de trabalhos por fazer. A meio de uma outra dobra qualquer ouviu alguém a subir calmamente os degraus que davam para o seu quarto. Fez-se um momento de silêncio. Todos conseguem descobrir quem vem a subir os degraus: pela velocidade, pelo arrastar dos pés, pelo peso que coloca em cada passada, por quão ofegante fica por causa da maldita asma.
Não reconhecia os passos. Deixou de fazer o origami desinteressante com que começamos a história. Ficou a olhar fixamente para a porta, esperando ansiosamente para saber a quem correspondiam os passos de velocidade média, pouco arrastados, que batiam na madeira como se fossem duas pedras e que pelos vistos não faziam a alma que subia as escadas ofegar. Na sua mente já pintava uma mulher alta e de pernas finas, que subia confiantemente os degraus com uns saltos fabulosos. Nem mais, nem menos.
A porta começa-se a abrir, o coração como que pára durante um cagagésimo de um segundo. A excitação apodera-se dele.
Ao ver a sua prima Ana entrar no quarto não reage. Não reage porque não a reconhece. Na semana anterior haviam passado 9 anos que não se viam. Ela era agora uma mulher feita, e ele um engenheiro que ainda vivia com os pais e que só saia de casa para trabalhar.
Mas para esta história ter um desenvolvimento interessante e onde podem acontecer coisas bonitas como é suposto, tem que haver uma revelação importante e que lhe dê um rumo.
Nesta história vão haver duas.
A primeira revelação é algo que ambos os intervenientes sabem, mas que até agora foi omitido a quem lê. O João e a Ana não são mesmo primos, são apenas dois jovens que foram criados juntos. Viviam porta com porta, eram inseparáveis. Na inocência que só as crianças têm começaram a tratar-se por "primos". A coisa pegou. Eram primos.
Volvidos 9 anos era tudo diferente. Ainda se conheciam como poucos e já não tinham a inocência que outrora tiveram. A Ana perdeu toda a timidez e tornou-se uma mulher moderna ao ir para a faculdade. O João continuou tímido, como acontece muito na área pela qual se aventurou.
Sentaram-se na cama que estava cheia de roupa que se encontrava num estado entre "usada" e "para lavar". Puseram a conversa em dia. Falaram por horas a fio. Olharam-se várias vezes timidamente nos olhos.
O dia avançava a passos largos para o fim, até que a Ana pegou carinhosamente na mão do João e disse-lhe: "anda, tenho uma coisa para te mostrar".


Por agora não me apetece continuar... quando me der na telha sigo com a história.

Baixa no natal.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Talento.

Ando numa preguiça anormal. Não sei se por ter tanto para fazer ou se mesmo por talento natural para a coisa. Isto de ter muita coisa para fazer tem muito que se lhe diga. É chato, é cansativo e é desmotivante. Quantos mais volumes se acumulam na secretária, menos vontade há de olhar para eles. É como tudo o que existe em demasia, perde o interesse.

Voltando à preguiça, isto tem-me batido forte: tive um raio de umas férias ao grandes e nunca me apeteceu fazer nada relacionado com a faculdade. Quer dizer, gastei duas horas a fazer parte de um trabalho no último momento possível. Outra vez, não sei se deixo para o fim por preguiça ou se por saber que tenho melhores resultados a trabalhar sobre pressão.

Ainda esta madrugada estive a fazer 4 tabelas gigantes que tinham que estar prontas hoje, e verdade seja dita, fiz tudo bem e "num instante". Entretanto a entrega do trabalho foi adiada...

Em última análise, acho que o facto de deixar tudo para a última hora não tem a ver com preguiça, tem a ver com outra coisa qualquer. Chamemos-lhe talento(?).

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Sem título.

Por vezes apesar de estarmos felizes existe um vazio num canto qualquer da alma. Apesar de sorrir o tempo todo existe algo que atormenta discretamente.
Admito que a primeira vez que saí da ilha para vir para Lisboa estudar custou bastante. Depois deixou de custar.
O tempo passa e o mundo vai girando. Ninguém é poupado. Ninguém...
Subitamente voltou a custar sair do ninho para voltar à metrópole. A saudade dos pais e da irmã apertam, mas há sempre a certeza de vê-los mais uma vez. Por outro lado, os avós não estão a ficar novos. Custa cada vez mais deixá-los para trás, ver as lágrimas de um adeus que pode ser o último. Custa, muito, ver duas das pessoas que me viram e fizeram crescer a envelhecer.
Não foram só avós, foram, em conjunto com o meu pai e com a minha mãe, pais.

A Mariana, a mãe, o pai, a avó Mercês e o avô João são as pessoas mais importantes do meu mundo.
A eles obrigado por tudo.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Açores.

Desde que me lembro que tenho noção de que os Açores são umas ilhas bonitas, mas só quando fui/vim viver para Lisboa é que fiquei com a noção do quão bonitas realmente são as ilhas açorianas.
São as paisagens espectaculares para os amantes da fotografia, os recifes cheios de vida para os amantes do mergulho, as milhares de experiências únicas para os amantes da aventura e os muitos recantos para os que são simplesmente amantes.

O vídeo fala por si.
(aconselho a que vejam em 720pHD em ecrã completo...)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Rolling in the deep.

Deep down under the sea there is a little monster. It gets out of his cave everytime you go into the water. It waits for you and touch your feet when you're not looking. One day it's going to bite.

Don't worry, it's just the alcohol talkinng/writting.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Correr meninos.

Ao contrário do que possa parecer, não há nenhuma conotação sexual em tal actividade ou sequer ligação ao senhor Carlos Cruz.
Cá nas ilhas, ir "correr meninos" é uma tradição cujas raízes se perdem no tempo. Junta-se um grupo de amigos (é do interesse de todos que se conheçam e que não tenham vergonha de fazer "baboseira" à frente uns dos outros, pois no decorrer da noite com o álcool...), um estômago bem valente e vazio e muita vontade de rir.
Depois é só ir de casa em casa, a experimentar as maravilhas que estão em cima de cada mesa: bolos, tartes, petiscos, licores, aguardentes e tantas outras coisas...
Acontece desde o dia de Natal até ao dia de Reis.

Existem tradições que nunca deviam acabar.