segunda-feira, 16 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Quinta-feira 5.
Podia ter sido uma quinta-feira 5, um domingo 28 ou uma segunda-feira 1. Foi uma sexta-feira 13. Um raio de uma sexta-feira 13. Não sou particularmente supersticioso relativamente às sextas-feira 13. Vejamos: se fosse mesmo dia de azar para todos teríamos um autêntico armagedão. O dia que seria de azar para o piloto do avião tornar-se-ia o dia de azar para todos os que lá estivessem dentro. O dia de azar do Bono Vox seria o dia de azar das 70 mil pessoas que pagaram o bilhete. O meu dia de azar seria o dia de sorte daqueles brownies que tenho escondidos na gaveta. É uma questão de perspectiva. Voltando à minha sexta-feira 13, tive um dia de merda (não costumo usar este adjectivo, mas acho que neste caso qualifica bem o meu dia). No menu que me calhou hoje tive para entrada um atraso a chegar ao trabalho, para beber uma discussão, para prato principal tive o facto de ter falhado duas soldaduras no mesmo aparelho (acabei por deixá-lo para segunda-feira... desta vez quem vergou fui eu, e não o arame...), e para sobremesa veio uma tacinha cheia de chuva, que chegou à mesa mesmo quando ia sair (lá se foi a corrida de final de tarde...e o café logo à noite...). Mas nem tudo é mau. Parece que os brownies também vão ter um bocado de azar hoje. E os que sobreviverem vão ter um péssimo sábado 14.
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Espelho da alma.
Consoante avançava pela rua sombria e estreita, murmurava "estou quase em casa, estou quase em casa, estou quase em casa..." inquietantemente. Um passo atrás do outro. Um passo à frente do outro. Cada vez que um qualquer barulho ecoava por entre os prédios altos que aconchegavam a rua por onde passava, o coração parava por um milésimo de segundo, e todos os medos emergiam (os bandidos, os que não são bandidos mas também são más pessoas, os bichos-papões, os cães raivosos, o escuro, o facto de estar ali sozinho), fazendo com que o caminho ficasse mais longo a cada passada. Por entre o fumo que sai dos ventiladores dos bares e do metro, vislumbra um vulto. Um vulto que é grande. Um vulto que passa a ser enorme. Um vulto que se torna gigante. Um vulto que absorve toda a luz da ruela e eclipsa tudo, por breves momentos. Paralisa com medo. O vulto passa por ele como se ali não estivesse. À medida que os som dos passos dados pelo vulto se vai afastando, ele vai recuperando a capacidade de se mexer. Apressa-se. Chega a casa. Em casa está mais seguro: não existem recantos escuros, há luz em abundância, não existem pessoas más nem papões, não existem cães. Sobra apenas um medo: o facto de estar ali sozinho. Sobra apenas um medo: o pensamento de que um dia poderá morrer sozinho.
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quinta-feira, 12 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Bah.
Apetece-me escrever. Mas não me apetece escrever nada em concreto... O porquê disto é muito fácil de explicar. Vejamos: a faculdade continua na mesma (não é bem faculdade, é estágio... mas continua em velocidade cruzeiro...), o Benfica continua a dar-me alegrias e dores de cabeça (esta inconstância faz com que seja extremamente difícil escrever alguma coisa sem que corra o risco de me tornar incoerente na semana a seguir...), as histórias que esporadicamente escrevia teimam em não aparecer (tenho a mente tão poluída com o que se passa nas séries que tenho visto, que não aparece uma única ideia que valha a pena aproveitar... daí ter voltado a ler bons livros...), a pesca não vai andando de todo (o que eu não dava para amanhã poder ir mandar uns tiros nuns peixes...). Vão valendo os passeios por Lisboa e as mil e uma formas que arranjo para matar o tempo. (Agora que acabei de escrever este texto sem nexo, noto um uso estúpido e excessivo de reticências. Nevermind...)
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