domingo, 31 de maio de 2009

Eu sim!

Nunca te sentiste escravo da tua própria liberdade?

Da responsabilidade que ela arrasta?

Da distância que ela cria?

Do peso que ela te põe sobre os ombros?

Eu sim!

Fazes falta.

Falta-me tempo para tudo o que quero fazer.
Falta-me coragem para tudo o quero dizer.
Falta-me instinto no momento certo.
Falta-me fígado para aguentar estas noites todas.
Falta-me paciência para estudar.

Falta-me o teu sorriso.

Faltas-me tu!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Noite.

Já o sol se punha quando ela acordou. Nascera para ser assim.

O medo dos vivos sobrepunhasse ao dos mortos, escolhera a noite para viver e como modo de vida. Certamente que não era a opção mais fácil mas era a que lhe parecia melhor.

Esta noite iria ser diferente, mal sabia ela! O medo dos vivos iria ter razão de ser e nunca a mais largaria.

À noite são menos os individuos, mas o perigo era redobrado. Começou a debruçar-se sobre a sua escolha. Seria mesmo melhor viver na noite?

Uma penumbra parecia invadir o horizonte e parecia cada vez mais perto. Cercou-os!

Começaram a cair! Caiam aos dois e aos três de cada vez. Nunca sentira algo parecido. Morriam mal tocavam no chão! O terror pairava.

Sobriveveria a esta noite?

É que isto de ser morcega é lixado!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Onde está?

Fico triste quando chego a um sitio tão grande como o parque da Bela Vista para a Semana Académica de Lisboa nem uma infima parte das pessoas que lá estão andam trajadas.

Uns dizem ser porque o colete está sujo, outros poruqe a batina está rasgada, outros porque a capa está cheia de palha e outros porque os sapatos doem. Tretas! Há quem vá e sobreviva!

Onde andam aqueles rapazes de capas negras com 2 cervejas em cada mão?

Pena não ser como em Coimbra!

Lisboa: o espírito académico, onde está?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

E...

E os cordeiros lobos ficaram.

domingo, 17 de maio de 2009

Metálico.

O sorriso.

Lindo!

Chega?

sábado, 16 de maio de 2009

Cordeiros.

A tarde ia longa. Todos estavam impacientes e, ao que parecia, o céu também.

Uma matilha de lobos negros juntava-se á sua volta. Iam sofrer, e, quais cordeiros corajosos, tentavam escapar ao inevitável, fazer frente á pequena mas feroz matilha.

O terror começava a espelhar-se nas faces dos que nunca tinham passado por um momento daqueles, enquanto que nas faces dos outros se espelhava uma certa galvanização. Os lobos começavam a atacar.

O vermelho escorria no chão, e as primeiras vitimas faziam-se notar. Os cordeiros andavam a volta, corriam desenfriadamente uns contra os outros e outros tentavam mesmo passar despercebidos.

Os sorrisos de satisfação desses lobos apenas davam mais força aos cordeiros para resistirem. O sofrimento aumentava!

Chegado o momento em que se juntavam mais cordeiros ao já mutilado grupo. Chegara a hora deles os obrigarem a fazer a marcha da morte. Chegaram a um lago.

Alinharam-nos. Iam ser afogados.

Chegado o momento as coisas pareciam ser diferentes, não iam morrer. Aos poucos começavam a transformar-se. Estavam a ficar iguais aos que mais temiam.

A transformação continua.

DURA PRAXIS SED PRAXIS

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Hoje.

Hoje foi um dia bonito.

Pûs a minha primeira prótese a polimerizar e fui praxado a tarde toda.

Sofri, mas gostei! Estou academicamente baptizado!

Também estou demasiado cansado para escrever um post que prometi a alguém, escrevo-o amanhã. Prometo!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Pois...

Eu sei, o post é estúpido e sem sentido.

Jeremias.

O dia ia longo, e Jeremias estava farto de andar. Doíam-lhe os pés.

Foi então que encontrou o sitio que procurava. Brilhava imponente à sua frente. Sucumbiu à pressão e não pôde deixar de chorar.

Caiu de joelhos no chão, prostrando-se sob tão belo vislumbre, soluçando, ainda.

Fazia tempo que não via semelhante coisa, e diga-se: nunca mais foi o mesmo.

Voltou a casa.

Já de volta, comemora com a família o momento vivido, abre uma velha garrafa de vinho que sob o pó acumulado em 37 anos na cave guarda um sabor único, a esposa faz aquele arroz de pato que deixa a vizinhança a suspirar com o cheiro que emana pela janela e o filho fez aquele bolo de terra que pensa fazer maravilhas.

Todos felizes, à mesa, congratulam-se pelo momento presenciado pelo pai da família.

Jeremias deleitado pelo maravilhoso manjar, digno de um deus diga-se, vai para a cama e adormece. Sonha com o momento vivido: o seu primeiro salário.

No dia seguinte levanta-se ainda meio ensonado e vai trabalhar. É empregado de mesa.

Passou um mês.

Jeremias acorda ao lado de Maria Alberta de novo com uma vontade enorme de ir trabalhar. Era dia de ir buscar o salário. Fazia hoje dois meses que trabalhara no restaurante.

Chega ao final da tarde e Jeremias faz de novo a peregrinação feita exactamente um mês antes ao escritório do patrão para recolher tão sumarento fruto.

Desilusão.

Desta vez o momento não era mágico. Não o fez cair de joelhos. Não havia salários para ninguém.

Jeremias nunca mais sairia de casa tal foi a desilusão.

A crise é uma cabra!