Assistimos à imersão de um fenómeno chamado Facebook. Já existe faz tempo, mas no último ano assistimos a um aumento exponencial no número de registos e na quantidade de horas passadas nesta rede social pelos seus utilizadores.
Porquê?
Penso que a rápida explosão deveu-se ao facto da comunicação e interacção entre as pessoas ser mais facilitada e mais diversa do que nas outras redes. Desde o chat aos jogos onde somos levados ao vicio por uma rápida evolução inicial. Uma mistura de entretenimento com socialização. Uma falsa socialização, no que à minha opinião diz respeito.
Entristece-me ver que muita gente troca a interacção humana (nalguns casos já quase inexistente) por trocas de comentários. São amigos, é certo, mas falta a, quanto a mim, essencial troca de experiências humanas: os olhares, os toques e os sentimentos.
Um vício?
Vou ao Facebook quase todos os dias. Passo cerca de 15 minutos. Passava mais, é certo, mas decidi impedir que se tornasse um problema. Vejo as actualizações, os comentários, os pedidos de amizade e falo ocasionalmente com alguém. Sinto que é importante manter-me em contacto com os meus amigos das redes sociais, mas de uma maneira saudável. Passaria facilmente uma semana ou um mês sem fazer login.
Muita gente passa a barreira do saudável. Passar metade do dia ou, nalguns casos, o dia todo em frente ao ecrã enfiado numa rede social não pode ser benéfico. É um vicio, e os vícios não são saudáveis. As pessoas deixam de se relacionar (nos Estados Unidos um estudo provou que cerca de 20% dos divórcios nas terras do Tio Sam são causados pelo Facebook! Imagino o desespero de uma esposa, de um marido, de uma namorada ou de um namorado enquanto espera pela outra pessoa enquanto esta a pretere para uma rede social), as pessoas deixam de trabalhar, as pessoas deixam de estudar.
Não tenho nada contra este fenómeno, antes pelo contrário. Devem-se criar amizades que podem ser desenvolvidas no mundo real, não apenas no mundo virtual.
"Seja responsável, beba com moderação", "o tabaco mata", e, porque não, alguma frase em relação a (mais) este vício?